Uma diarista de 30 anos foi detida após admitir ter assassinado um casal de idosos a facadas em um apartamento em Belo Horizonte. A acusada alegou ter sofrido um surto psicótico e ouvido vozes, embora a investigação aponte para um crime planejado com motivação financeira para sanar dívidas de jogo. Antes do ataque brutal, a mulher dopou as vítimas com remédios controlados, subtraindo joias, celulares e roupas após o ato. A polícia descartou qualquer desentendimento prévio, uma vez que era o primeiro dia de trabalho da profissional no local. Atualmente, as autoridades buscam identificar um motorista de aplicativo que teria transportado a suspeita e os bens roubados após o duplo latrocínio.
O Choque do Latrocínio de Idosos em Minas Gerais: A Confissão da Diarista
O caso do duplo latrocínio de um casal de idosos em seu próprio apartamento em Minas Gerais ganhou novos e estarrecedores detalhes com a prisão e confissão da diarista Paola Stephanie, de 30 anos. O crime, que gerou grande repercussão pela crueldade, envolve o assassinato de um homem de 75 anos e uma mulher de 76 anos.
A Prisão e o Perfil da Suspeita
Paola foi localizada e presa em um hotel na cidade de Itabira, na região metropolitana de Belo Horizonte, onde estava acompanhada de seu filho de 6 anos. No momento da detenção, a investigada afirmou que já esperava ser presa após ver sua imagem circulando nos meios de comunicação. Paola não era uma estranha total às vítimas; ela chegou ao apartamento por meio da indicação de um primo da idosa, para quem já prestava serviços de faxina regularmente e era considerada uma profissional eficiente.
O Modus Operandi: Crueldade e Planejamento
A dinâmica do crime revela um nível de violência extremo e um plano para imobilizar as vítimas. Segundo as investigações e a própria confissão de Paola:
- Dopagem das Vítimas: A diarista utilizou quatro comprimidos de um remédio controlado de seu próprio uso para dopar o casal antes de iniciar o roubo.
- A Brutalidade dos Ataques: Quando o idoso não adormeceu completamente e tentou se defender, Paola desferiu mais de 40 facadas contra ele. Em seguida, ela atacou a esposa, que também tentou resistir — evidenciado por lesões em suas mãos — e foi morta com cerca de sete facadas.
- Permanência no Local: Paola permaneceu no apartamento por pelo menos oito horas. Após os assassinatos, ela saiu do local vestindo as roupas e os óculos de uma das vítimas.
Motivações: Vício, Dívidas e Alegação de Surto
A motivação central apresentada pela polícia é o interesse financeiro, embora existam contradições e elementos psicológicos a serem analisados:
- Vício em Jogos e Dívidas: Familiares de Paola mencionaram inicialmente que ela estaria desesperada por uma dívida de R$ 40 mil com um agiota. No entanto, ela afirmou à polícia que já havia quitado essa dívida, mas admitiu ser viciada em jogos.
- Alegação de Surto Psicótico: Em seu depoimento, a diarista alegou ter tido um surto psicótico e que “vozes” a teriam instruído não apenas a roubar, mas a tirar a vida do casal com crueldade. Ela também confirmou o uso de medicamentos controlados e problemas de saúde mental.
Destino dos Bens Roubados
Após o crime, a suspeita utilizou um motorista de aplicativo para ir até a região central de Belo Horizonte, especificamente na Praça Sete, onde vendeu a maioria dos itens roubados, incluindo celulares. No entanto, alguns objetos como brincos, bolsas e utensílios femininos foram encontrados com ela no momento da prisão, pois ela teria se apropriado deles por “achar bonito”.
Andamento das Investigações
A Polícia Civil continua a apurar o caso para determinar se houve premeditação ou se a decisão de cometer o latrocínio ocorreu de forma impulsiva durante o serviço. Além disso, a participação do motorista de aplicativo que a transportou está sendo investigada para confirmar se ele teve algum envolvimento ou se agiu apenas no exercício de sua profissão. Até o momento, as autoridades descartam qualquer desentendimento prévio entre a diarista e o casal, reforçando que eles não se conheciam antes daquele dia.

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