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Ele está devendo para 15 AGIOTAS: Vício no AVIÃOZINHO — #bets

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O vídeo apresenta o relato de um servidor público de 30 anos que enfrenta um grave vício no jogo “Aviator”, acumulando dívidas superiores a 200 mil reais. O entrevistado descreve como a busca por recuperar pequenas perdas iniciais escalou para o uso de empréstimos consignados e o envolvimento com mais de 15 agiotas, resultando em ameaças constantes à sua integridade. Durante a conversa com o psicólogo Leonardo Teixeira, ele revela ter vendido bens pessoais e utilizado o próprio salário para sustentar a compulsão diária, apesar do apoio de sua esposa. O especialista orienta o paciente a buscar tratamento psiquiátrico e psicológico, além de sugerir estratégias práticas como a restrição do uso de smartphones para evitar gatilhos. O diálogo reforça a necessidade de ajuda profissional especializada para romper o ciclo de dependência tecnológica e financeira causado pelas apostas online.


Este artigo detalha o drama vivido por um servidor público de 30 anos, viciado no jogo Aviator, que acumulou dívidas com 15 agiotas e perdeu mais de R$ 200 mil em apostas. O relato, apresentado em uma live pelo psicólogo Leonardo Teixeira, serve como um alerta sobre a progressão devastadora do vício em jogos de azar e as estratégias necessárias para a recuperação.

O Início: A “Virada de Chave” Ilusória

O vício começou em 2020 por curiosidade. Inicialmente, o jogador fazia apostas pequenas, entre R$ 20 e R$ 50, em jogos de tênis. O ponto de inflexão ocorreu quando ele ganhou R$ 300; esse ganho gerou a sensação de que seria possível viver do jogo.

A fonte destaca um mecanismo psicológico comum no viciado: a memória seletiva, onde o indivíduo foca apenas nos ganhos e esquece as derrotas. No início, ele sentia prazer em ostentar vitórias nas redes sociais e comprar presentes para a esposa para parecer “esperto”, enquanto escondia as perdas crescentes.

A Espiral da Dívida: Do Banco à Agiotagem

Rapidamente, o controle financeiro desapareceu. O jogador passou a apostar valores altos, como R$ 2.000 ou R$ 5.000, consumindo todo o seu salário. A busca incansável para recuperar o que foi perdido levou a uma sequência de erros financeiros:

  • Empréstimos Bancários: Uso de limites de crédito e empréstimos consignados.
  • Empréstimos com Terceiros: Pedidos de dinheiro a amigos e familiares sob falsos pretextos para pagar faturas.
  • Agiotagem: Quando o crédito bancário e familiar se esgotou, ele recorreu a agiotas.

Atualmente, ele deve a aproximadamente 15 agiotas e enfrenta ameaças diárias e pesadas por mensagens. As dívidas viraram uma “bola de neve”: um empréstimo inicial de R$ 5.000 transformou-se em uma cobrança de R$ 19.000 devido aos juros abusivos. Para tentar quitar os débitos, ele já vendeu três motos, um carro e eletrodomésticos de sua casa.

O Ciclo da Compulsão

Um dos pontos mais críticos revelados é o comportamento contraditório do dependente: ao receber dinheiro, o pensamento imediato é pagar as dívidas, mas, assim que o valor está em mãos, a compulsão o leva a apostar novamente na esperança de “multiplicar” o montante para quitar tudo de uma vez. Mesmo sentindo-se péssimo durante o jogo, ele vê no Aviator a sua única saída. O nível de vício é tão alto que ele joga diariamente, inclusive durante o horário de trabalho.

Estratégias de Recuperação Propostas

O psicólogo Leonardo Teixeira enfatiza que, nesse nível de gravidade, é impossível parar sozinho e propõe um plano de ação estruturado:

  1. Tratamento Multiprofissional: Acompanhamento com psiquiatra (para medicação que ajude no controle da compulsão) e psicólogo (para alteração comportamental).
  2. Mapeamento Financeiro: Criar uma planilha detalhada de quem e quanto se deve para reduzir a ansiedade gerada pelo desconhecido.
  3. Barreiras de Acessibilidade (Escudo Antirecaída):
    • Substituir o smartphone por um celular antigo (“tijolão”) sem acesso à internet, especialmente durante o trabalho, para remover o acesso imediato ao jogo.
    • Utilizar aplicativos de monitoramento (como o Custódio) para que a esposa possa supervisionar o uso da internet nos momentos em que o smartphone for indispensável, como ao trabalhar como motorista de aplicativo.
  4. Rede de Apoio: Envolver a família no processo, compartilhando a gravidade da situação para que possam oferecer o suporte correto e ferramentas de controle.
  5. Conexão com Outros Vícios: O vício em apostas está frequentemente ligado ao vício em telas. O hábito de rolar redes sociais pode ser um gatilho para o jogo, por isso a importância de limitar o uso de dispositivos digitais.

O relato termina com um apelo àqueles que estão começando a jogar: a saída deve ser feita enquanto há tempo, pois o estágio final do vício é um isolamento marcado por medo, dívidas impagáveis e sofrimento mental extremo.

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