Este artigo detalha as principais ideias e percepções compartilhadas pelo renomado cardiologista Dr. Mohamad Said Ghandour durante sua participação no programa “Roda Solta”. O Dr. Ghandour, reconhecido por realizar cirurgias inéditas mundialmente, abordou desde avanços tecnológicos na medicina até a influência do estilo de vida na saúde cardiovascular.
Estilo de Vida e Prevenção Cardiovascular
Um dos pontos centrais da discussão foi a importância de hábitos saudáveis para a longevidade. O médico enfatizou que a prevenção é a melhor forma de evitar problemas cardíacos.
- Cirurgia Bariátrica: O Dr. Ghandour esclareceu que a bariátrica vai muito além da estética; ela é uma ferramenta crucial para a redução de riscos de infarto, AVC e o desenvolvimento de diabetes, melhorando significativamente a qualidade de vida do paciente.
- Tabagismo: Foi categórico ao afirmar que não existe dose segura para o cigarro. Mesmo uma pequena quantidade pode causar lesões nas artérias e aumentar o risco de eventos fatais. O médico também alertou que charutos, cachimbos e cigarros eletrônicos são igualmente prejudiciais, pois a nicotina é absorvida pela mucosa bucal e afeta o coração.
- Álcool: Embora o consumo moderado de vinho tinto possa ter benefícios cardiovasculares para alguns, o excesso de álcool é extremamente perigoso, podendo causar arritmias e a dilatação do coração.
- Narguilé: O médico destacou que o narguilé é altamente tóxico devido ao carvão e ao fumo, mencionando estudos que indicam que uma hora de uso pode equivaler a fumar 100 cigarros.
Tecnologia e o Futuro da Cardiologia
A medicina cardiovascular passou por transformações drásticas graças à tecnologia, permitindo procedimentos que antes eram impensáveis.
- Tratamentos por Cateter: Esta é uma das maiores evoluções citadas. Através de um dispositivo inserido pelo braço ou perna, médicos conseguem desentupir artérias e até implantar válvulas cardíacas sem a necessidade de abrir o peito do paciente.
- Impressão 3D: O Dr. Ghandour utiliza modelos de corações impressos em 3D para planejar cirurgias complexas, permitindo uma visualização precisa da anatomia do paciente antes do procedimento.
- Inteligência Artificial (IA): A IA é vista como o próximo grande salto, ajudando no planejamento cirúrgico e na análise de grandes bancos de dados para identificar as melhores técnicas baseadas em resultados anteriores.
- Estatinas: O médico defendeu vigorosamente o uso de medicações para o colesterol (estatinas), afirmando que elas foram responsáveis por uma redução espetacular na mortalidade cardiovascular mundial.
O Coração e a Mente: Ansiedade e Estresse
O Dr. Ghandour identificou o estresse como o grande vilão moderno do coração.
- Síndrome do Coração Partido: Ele explicou que um estresse emocional muito grande ou uma crise de ansiedade severa pode simular os sintomas de um infarto, mesmo em corações fisicamente saudáveis.
- Ansiedade: É comum pacientes buscarem o cardiologista com queixas de palpitação e dor no peito que, após exames, revelam-se sintomas de crises de ansiedade. Para esses casos, o tratamento envolve o controle da ansiedade e mudanças de hábito.
Drogas e Medicamentos: Riscos Imediatos
O médico alertou para os perigos de substâncias específicas que afetam diretamente o sistema cardiovascular.
- Cocaína: Foi ressaltado que o uso de cocaína, mesmo que uma única vez, pode ser fatal, pois a droga contrai severamente as artérias e favorece a formação de trombos, levando ao infarto.
- Tadalafila e Sildenafila: Originalmente desenvolvidos para problemas cardíacos e de pressão pulmonar, esses medicamentos para ereção são seguros para a maioria, mas exigem cautela e supervisão médica, especialmente quando combinados com álcool ou outras medicações cardíacas, devido ao risco de quedas bruscas de pressão.
Mitos da Alimentação e o Poder do Riso
O Dr. Ghandour desmistificou crenças antigas, afirmando que alimentos como ovos e leite não são vilões se consumidos com moderação. Por fim, destacou que o riso é um excelente remédio, funcionando como um tratamento auxiliar que ajuda a reduzir o estresse e, consequentemente, os riscos de problemas no coração.
