uma pessoa que tem diabete tipo 2, pode comer tapioca? flocos de milho?

 




Vamos esclarecer ponto por ponto. A resposta geral é sim, pode comer, mas com atenção às quantidades, acompanhamentos e ao contexto geral da sua alimentação e controle glicêmico.

O princípio fundamental para o diabetes tipo 2 é o controle dos carboidratos e a priorização dos carboidratos complexos e fibras, que evitam picos de glicose no sangue.

1. Tapioca (Goma ou "Crepioca")


A tapioca é basicamente carboidrato puro (amido), com quase zero de fibras, proteínas e gorduras. Isso significa que ela é digerida e transformada em glicose muito rapidamente, podendo causar picos de glicemia.

   Como consumir com mais segurança:

       Nunca coma a tapioca pura. Transforme-a em uma refeição balanceada.

       Adicione fibras e proteínas: Recheie com queijo (proteína/gordura), frango desfiado, ovos, abacate amassado. Esses nutrientes desaceleram a absorção do carboidrato.

       Adicione fibras à massa: Faça a famosa "crepioca" (misturando 1 ovo à goma). O ovo adiciona proteína e gordura, melhorando muito o perfil glicêmico. Você também pode adicionar uma colher de farelo de aveia ou sementes (chia, linhaça) para aumentar as fibras.

       Controle a porção: Use uma quantidade moderada de goma. Uma tapioca muito fina e grande é puro carboidrato.

       Acompanhe sempre com uma salada ou legumes antes ou durante a refeição, para aumentar ainda mais a fibra da refeição.

2. Flocos de Milho (como cereal matinal)

Os flocos de milho tradicionais, mesmo integrais, são carboidratos de alto índice glicêmico. Eles são processados e inchados, o que faz com que sejam digeridos muito rapidamente.


   Como consumir com mais segurança:

       Nunca coma flocos de milho sozinhos com leite. Esta é uma combinação que eleva a glicemia rapidamente.

       Faça uma "mistura poderosa": Use uma quantidade pequena de flocos de milho (ex: 2-3 colheres de sopa) como parte de uma porção de cereais. Misture com:

           Farelo de aveia ou flocos de aveia em flocos grossos (menos processados).

           Sementes (chia, linhaça, girassol).

           Castanhas ou nozes (amêndoas, nozes) - adicionam gordura boa e proteína.

           Uma fruta com baixo índice glicêmico, como morangos ou mirtilos.

       Prefira leites com mais proteína/gordura: Use leite de vaca (que tem proteína) ou iogurte natural grego (rico em proteína) no lugar de leites vegetais muito diluídos. A proteína e a gordura desaceleram a digestão.

       Opção mais segura: Considere trocar os flocos de milho por farelo de aveia não instantâneo ou quinoa em flocos, que são opções com mais fibra.

Regras de Ouro para Ambos:

1.  Monitoramento é fundamental: Teste sua glicemia antes e 2 horas após a refeição. Isso é a única forma de saber como seu corpo responde a esses alimentos. O que funciona para uma pessoa pode não funcionar para outra.

2.  Equilíbrio do prato (ou tigela): Nunca coma o carboidrato isolado. Sempre combine com:

       Fibras (vegetais, folhas, sementes, farelos)

       Proteínas (ovos, queijos, carnes, iogurte, grãos como o feijão)

       Gorduras boas (abacate, azeite, castanhas)

3.  Quantidade importa: Uma pequena porção, bem acompanhada, tem um impacto muito menor do que uma porção grande.

4.  Prefira os integrais e menos processados: No caso dos cereais, a aveia em flocos grossos é uma opção superior aos flocos de milho. No caso da tapioca, a versão com ovo e sementes (crepioca) é melhor.

Resumo Prático:




Conclusão: Não é preciso eliminar esses alimentos, mas é essencial consumi-los com inteligência e estratégia, sempre dentro de um contexto de refeição balanceada e monitorando a glicemia.

Sugestão de consumo: 1 vez por semana, 1 crepioca e 1 pequena porção de flocos de milho.  Exemplo: terça e sexta feira. Evite comer esse tipo de alimento toda semana. Sua saúde deve ser sua prioridade.

Importante: Esta é uma orientação geral. O ideal é que você tenha um acompanhamento com um nutricionista (de preferência especializado em diabetes), que poderá criar um plano alimentar personalizado às suas necessidades, medicações e metas de saúde.


Observação: só para esclarecer,  eu, Alex Rudson, não tenho diabetes, mas tenho  pessoas queridas na minha família que sofrem ou já sofreram com essa  doença, por isso eu compartilho dicas nos meus blogs para que todos que sofrem com essa doença possam aproveitar também dessas dicas.

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