Se a Lua parasse de orbitar e começasse a cair em direção à Terra, o impacto demoraria pouco menos de cinco dias e liberaria uma energia cataclísmica capaz de derreter a crosta terrestre e vaporizar os oceanos, reeditando a colisão primordial que formou o satélite há bilhões de anos. À medida que a aproximação ocorresse, o aumento dramático nas marés geraria correntes oceânicas violentas e estressaria a crosta a ponto de desencadear terremotos e vulcões intensos. Ao cruzar o Limite de Roche, a gravidade terrestre fragmentaria parcialmente o satélite antes do choque final, um destino semelhante ao que aguarda a lua Fobos em Marte no futuro. Na realidade, contudo, a Lua está se afastando lentamente da Terra a centímetros por ano devido à interação com as marés, o que fará com que os eclipses solares totais deixem de existir daqui a centenas de milhões de anos.
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