Surto de Doença de Chagas no açaí faz mais vítimas no Brasil

 


Este artigo explora as principais ideias apresentadas no vídeo sobre o recente surto de doença de Chagas relacionado ao consumo de açaí, detalhando os riscos, as formas de transmissão e as medidas de segurança.

O Surto Atual e a Localização

Recentemente, o Ministério da Saúde reconheceu um surto de doença de Chagas concentrado no estado do Pará, especificamente na cidade de Ananindeua. O surto tem gerado preocupação nacional, pois o Pará é responsável por cerca de 93% da produção de açaí no Brasil, tendo produzido aproximadamente 1,7 milhão de toneladas em 2022.

O que é a Doença de Chagas e Seus Sintomas

A doença de Chagas é uma infecção causada pelo parasita Trypanosoma cruzi. Ela pode se manifestar de duas formas:

  • Fase Aguda: É a que está ocorrendo no surto atual. Os sintomas podem surgir rapidamente e incluem febre, dor de cabeça, fraqueza intensa, inchaço no rosto e pernas, aumento do baço e do fígado, além de inflamações graves no coração e no cérebro. Nesta fase, o indivíduo pode vir a óbito em poucas semanas.
  • Fase Crônica: Manifesta-se geralmente de 10 a 20 anos após a infecção inicial, onde o parasita compromete a atividade cardíaca.

A doença é particularmente perigosa para crianças e idosos, devido à menor imunidade ou força do organismo para combater o parasita.

Formas de Transmissão

A transmissão tradicional ocorre através do inseto conhecido como barbeiro. O barbeiro se alimenta de sangue e, após picar a pessoa, deposita fezes infectadas próximas à ferida. Ao coçar o local, a pessoa introduz o parasita em sua corrente sanguínea.

No entanto, o surto no Pará está ligado à transmissão oral, que acontece quando alimentos, como o açaí ou o caldo de cana, são preparados sem a higiene adequada. Isso ocorre quando o fruto entra em contato com o inseto barbeiro ou com suas fezes durante o processamento artesanal.

O Risco no Consumo de Açaí

Um dos maiores perigos destacados nas fontes é que a contaminação não é visível a olho nu. O parasita é microscópico e não altera a cor, o cheiro ou o gosto do açaí.

Apesar do medo coletivo, as fontes esclarecem pontos importantes sobre a segurança do alimento:

  1. Açaí Industrializado (Pasteurizado): O risco para quem consome açaí fora da região Norte, especialmente o comprado em supermercados ou lojas de outras regiões, é considerado muito baixo (próximo de zero). Isso ocorre porque esse produto passa por um processo de aquecimento/pasteurização exigido pelas normas sanitárias, o que elimina o parasita e outros microrganismos.
  2. Açaí Artesanal: O perigo reside no consumo de açaí fresco e recém-moído em pontos de venda locais no Pará que não seguem os critérios rigorosos de limpeza e fiscalização.

Combate à Desinformação e Ações Governamentais

As fontes enfatizam a necessidade de combater fake news que afirmam que todo o açaí do país estaria contaminado. Até o momento, o Ministério da Saúde não emitiu alerta nacional para evitar o consumo fora do Pará, pois os casos estão restritos a surtos locais por processamento artesanal.

O governo do Pará tem respondido através da intensificação da fiscalização nos pontos de venda artesanais e da disseminação de informações nas mídias para que a população evite o consumo de produtos sem procedência garantida. Além disso, os órgãos de saúde estão monitorando ativamente os casos registrados para oferecer o tratamento necessário.


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