Rituais e Poder: as Coincidências Entre o Filme de Kubrick e Epstein

 




Este artigo explora as complexas camadas do caso Jeffrey Epstein, desde a recente liberação de documentos oficiais até as teorias que conectam sua rede de poder ao último filme do cineasta Stanley Kubrick.

A Rede de Poder e o "Networking" do Mal

O caso de Jeffrey Epstein é descrito não apenas como um escândalo sexual, mas como uma rede estruturada para satisfazer perversões de figuras poderosas. Epstein, um financista bilionário, utilizava sua ilha no Caribe, propriedades luxuosas e até seu helicóptero para promover encontros entre a elite global. O objetivo central dessas reuniões era o networking, considerado seu maior "asset" (ativo), pois permitia o controle de segredos e a potencial chantagem de indivíduos influentes.

Diferente de outros casos midiáticos, como o do rapper P. Diddy, o círculo de Epstein envolvia majoritariamente políticos, empresários e realeza, o que conferia a ele um "escudo" de proteção quase impenetrável.

Os Documentos Liberados e Figuras de Interesse

Recentemente, a justiça americana liberou mais de 3 milhões de páginas de documentos oficiais. Nessas páginas, nomes de impacto global foram mencionados como contatos de interesse, incluindo:

  • Donald Trump: Citado em listas de acusações de agressão sexual não verificadas e ligações anônimas enviadas ao FBI.
  • Bill Gates: Documentos sugerem relações extraconjugais e o uso de intermediários para facilitar encontros ilícitos e obtenção de drogas.
  • Elon Musk: Aparece em trocas de e-mails sobre planos de festas na ilha, embora o empresário negue qualquer envolvimento direto e acuse a mídia de distorcer os fatos para difamá-lo.
  • Realeza e Políticos: O Príncipe Andrew da Grã-Bretanha e a Princesa Mette-Marit da Noruega também aparecem nos registros de conexões próximas ao financista.

As fontes enfatizam que a presença de um nome nos arquivos é uma evidência, mas não uma prova definitiva de crime, necessitando de análise de contexto pela justiça.

O Mistério da Morte e a "Queima de Arquivo"

A morte de Epstein em 2019, oficialmente classificada como suicídio em sua cela, é amplamente vista com ceticismo. A ausência de filmagens da cadeia e o fato de ele ser o detentor de segredos que poderiam destruir carreiras de pessoas poderosas alimentam a teoria de que sua morte foi uma queima de arquivo encomendada. A lógica apresentada é que Epstein poderia ter negociado uma delação premiada, o que não interessaria aos seus clientes influentes.

Paralelos com o Cinema: Stanley Kubrick e "De Olhos Bem Fechados"

Um dos aspectos mais perturbadores apresentados é a comparação entre o caso real e o filme "De Olhos Bem Fechados" (1999). Internautas e críticos apontam semelhanças entre o submundo revelado por Epstein e o filme, que retrata rituais secretos, máscaras e uma elite pervertida que opera acima da lei.

  • Rituais e Máscaras: Assim como no filme de Kubrick, evidências da ilha de Epstein mostraram salas repletas de máscaras, sugerindo rituais semelhantes aos da ficção.
  • O Destino de Kubrick: O diretor morreu de ataque cardíaco apenas cinco dias após apresentar o corte final do filme à Warner Bros. Especula-se que cerca de 23 minutos foram removidos da versão original, e que o filme seria, na verdade, uma denúncia contra o controle do mundo por seitas de elite.
  • Mensagens Subliminares: Detalhes no filme, como manchetes de jornais dizendo "Sortudo por estar vivo", são interpretados como possíveis avisos do próprio Kubrick sobre o perigo de expor tais temas.

O Uso de Códigos e a Gravidade do Caso

As fontes mencionam que o caso de Epstein é considerado ainda mais grave que o de P. Diddy devido ao envolvimento sistemático de menores de idade. Surgiram alegações sobre o uso de termos codificados em e-mails para se referir a vítimas, como o uso de palavras de alimentos (hot dog, pizza, sorvete) para camuflar comunicações sobre abusos.

Em suma, as fontes apresentam o caso Jeffrey Epstein como um labirinto onde o poder político se encontra com a perversão institucionalizada, deixando questões em aberto sobre quantos "clientes" dessa rede ainda permanecem impunes.