Comunicação Corporativa e Sustentabilidade: Integrando Princípios e Práticas no Mundo dos Negócios
Introdução
Em um mundo cada vez mais globalizado e interconectado, a comunicação corporativa deixou de ser apenas um instrumento de divulgação para se tornar uma ferramenta estratégica de engajamento, transparência e construção de valor sustentável. Paralelamente, a sustentabilidade emergiu como um imperativo ético e empresarial, exigindo das organizações uma postura responsável perante a sociedade e o meio ambiente. Este artigo explora as principais ideias apresentadas no documento “Comunicação Corporativa e Outras Ferramentas”, abordando a evolução histórica da sustentabilidade, seus marcos conceituais e a integração entre comunicação e práticas sustentáveis no ambiente corporativo.
1. Evolução Histórica da Sustentabilidade
A preocupação com a sustentabilidade não é recente. Desde o final do século XVIII, registram-se alertas sobre o esgotamento dos recursos naturais. O documento destaca marcos fundamentais, como:
- 1799: Primeiros registros no Brasil sobre esgotamento do solo.
- 1962: Publicação de Primavera Silenciosa, de Rachel Carson.
-1972: Conferência de Estocolmo, que introduziu o conceito de ecodesenvolvimento.
- 1987: Relatório Brundtland, que definiu desenvolvimento sustentável como “aquele que atende às necessidades do presente sem comprometer as gerações futuras”.
- 1992: ECO-92, no Rio de Janeiro, que consolidou a Agenda 21 e a Carta da Terra.
- 1997: Protocolo de Quioto, estabelecendo metas de redução de emissões.
- 1999: John Elkington propõe o Triple Bottom Line (TBL), integrando os pilares econômico, social e ambiental.
Esses marcos refletem uma crescente conscientização global sobre a necessidade de equilibrar crescimento econômico, justiça social e preservação ambiental.
2. Conceitos Fundamentais de Sustentabilidade
A sustentabilidade é um conceito multifacetado, abordado por diferentes perspectivas:
- Visão sistêmica: A mudança de um modelo mecanicista para uma visão do mundo como sistema vivo.
- Três pilares: Prudência ecológica, justiça social e viabilidade econômica.
- Modelo das Seis Dimensões: Econômica, ambiental, social, cultural, política e espiritual.
- Triple Bottom Line (TBL): Foco em Pessoas, Planeta e Lucro, exigindo que as empresas gerem valor nas três esferas.
A sustentabilidade corporativa, portanto, não se resume à redução de impactos ambientais, mas envolve uma transformação cultural, operacional e comunicacional.
3. Comunicação e Sustentabilidade: Três Dimensões Interligadas
A comunicação é essencial para consolidar a sustentabilidade nas organizações. O documento propõe três dimensões inter-relacionadas:
3.1 Comunicação DA Sustentabilidade
Refere-se à divulgação das ações, resultados e compromissos sustentáveis da empresa. Envolve relatórios de sustentabilidade (como os baseados na GRI – Global Reporting Initiative), transparência e construção de reputação. A regra de ouro é: a ação vem antes da comunicação.
3.2 Comunicação PARA A Sustentabilidade
Objetiva educar, engajar e mobilizar públicos internos e externos. Inclui campanhas de conscientização, diálogo com stakeholders e promoção de práticas sustentáveis além dos muros da empresa.
3.3 Sustentabilidade DA Comunicação
Refere-se à adoção de práticas de comunicação responsáveis, como redução do uso de papel, preferência por mídias digitais, escolha de materiais ecológicos e inclusão de diversidade nos conteúdos e equipes.
4. O Papel do Comunicador na Era da Sustentabilidade
O profissional de comunicação assume um papel estratégico, devendo:
- Desenvolver liderança e capacidade de influência.
- Promover transparência e ética.
- Fomentar a diversidade e inclusão.
- Reduzir sua pegada ecológica.
- Atuar como agente de educação e mobilização.
5. Casos de Empresas Brasileiras
O documento apresenta cases emblemáticos de como a inovação e a comunicação sustentável podem gerar valor:
- Ambev: Lançamento da primeira garrafa PET 100% reciclada no Brasil.
- Braskem: Desenvolvimento do “Plástico Verde” a partir da cana-de-açúcar.
- Alcoa: Reaproveitamento de resíduos de bauxita na produção de cimento.
- Votorantim Cimentos: Inovação em cimento pozolânico e abertura de patente para estimular o mercado.
- O Boticário: Redução de impacto ambiental em embalagens de perfumes.
- Natura: Adoção de ecodesign e uso de vidro reciclado pós-consumo.
Esses casos ilustram como a integração entre inovação, sustentabilidade e comunicação pode resultar em ganhos ambientais, sociais e econômicos.
6. Recomendações Práticas para Organizações
O guia sugere ações concretas para incorporar a sustentabilidade:
- Engajar lideranças e alinhar estratégias.
- Planejar com base em diretrizes sustentáveis.
- Avaliar o ciclo de vida dos produtos.
- Educar e capacitar equipes.
- Fomentar a inovação sustentável com incentivos e investimentos.
- Promover uma cultura organizacional orientada para a sustentabilidade.
Conclusão
A comunicação corporativa e a sustentabilidade são indissociáveis no contexto empresarial contemporâneo. Empresas que integram esses conceitos não apenas fortalecem sua reputação, mas também contribuem para um modelo de desenvolvimento mais justo, equilibrado e duradouro. A transparência, a ética e o engajamento são pilares que sustentam essa relação, transformando a sustentabilidade de um discurso em uma prática cotidiana e transformadora.
Referências
- CEBDS. Guia de Comunicação e Sustentabilidade. 2009.
- CEBDS. Guia de Inovação: Como inserir a sustentabilidade em seus processos. 2015.
- JUSKI, J. R. Um estudo sobre o papel da comunicação para a sustentabilidade no contexto organizacional. 2015.
- SOUZA, A. L. et al. Comunicação e sustentabilidade: Conceitos, contextos e experiências. 2010.
- Relatório Brundtland (1987). Nosso Futuro Comum.
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Comunicação Corporativa e Sustentabilidade: Análise Estratégica
Sumário Executivo
Este documento sintetiza a intersecção crítica entre comunicação corporativa e sustentabilidade, destacando a evolução da sustentabilidade de uma preocupação marginal para um pilar estratégico essencial à longevidade das organizações. Impulsionada pela tecnologia e pela crescente exigência da sociedade, a adoção de práticas sustentáveis, fundamentadas no conceito do Triple Bottom Line (Pessoas, Planeta e Lucro), tornou-se um imperativo para a sobrevivência e reputação empresarial.
A comunicação emerge como a ferramenta fundamental para articular essa estratégia, operando em três dimensões distintas: a Comunicação DA Sustentabilidade, que informa sobre as ações da empresa; a Comunicação PARA A Sustentabilidade, que busca educar e mobilizar stakeholders; e a Sustentabilidade DA Comunicação, que incorpora práticas éticas e ecológicas nos próprios processos comunicacionais. A eficácia dessa comunicação depende da coerência, com a "ação vindo antes da comunicação" como regra de ouro para evitar acusações de greenwashing.
Análises de mercado, como a pesquisa do CEBDS, revelam que 90% das empresas já integram a sustentabilidade à sua estratégia de negócio e 100% baseiam seu conceito no Triple Bottom Line, com a diretoria sendo a principal orientadora desse conteúdo (85%). Estudos de caso de empresas como Ambev, Braskem, Alcoa, Votorantim Cimentos, O Boticário e Natura demonstram a aplicação prática desses conceitos, resultando em inovação de produtos, redução de impacto ambiental e fortalecimento da marca.
A Ascensão da Sustentabilidade Corporativa
A evolução tecnológica e a consequente facilidade de acesso à informação transformaram o comportamento da sociedade, tornando-a mais exigente em relação às práticas corporativas. Nesse cenário, a sustentabilidade deixa de ser uma opção e se torna uma questão de sobrevivência para as organizações. A demanda social por empresas éticas, com boa imagem institucional e ecologicamente responsáveis, força a integração da sustentabilidade aos planos estratégicos.
Essa mudança reflete uma transformação paradigmática, da visão de um "mundo-máquina" para um "mundo como um sistema vivo", que não pode ser rigidamente controlado, mas influenciado. As empresas respondem a essa nova realidade incorporando questões ambientais em seus relatórios, adotando sistemas de gestão ambiental e investindo em processos para mitigar seus impactos.
Fundamentos da Comunicação
A comunicação é definida como um processo social complexo que vai além do simples diálogo entre emissor e receptor. Trata-se de uma realização em comum, intencional, que busca romper o isolamento e compartilhar um objeto de consciência.
“O termo ‘comunicação’ refere-se ao processo de compartilhar um mesmo objeto de consciência, ele exprime a relação entre consciências.” Luiz Martino
“A comunicação é um processo social básico de produção e compartilhamento de sentido através da materialização de formas simbólicas.” Vera França
Conceitos e Pilares da Sustentabilidade
A essência comum a todas as definições de sustentabilidade é a preocupação com as gerações futuras e a busca por uma relação harmônica entre o ser humano e o meio ambiente. A adoção de uma perspectiva sustentável se baseia em três pilares fundamentais:
- Prudência ecológica
- Justiça social
- Viabilidade econômica
Autor | Definição de Sustentabilidade |
Boff (2012) | É toda a ação destinada a manter as condições energéticas, informacionais, físico-químicas que sustentam todos os seres, para atender às necessidades da geração presente e das futuras, de tal forma que o capital natural seja mantido e enriquecido. |
Elkington (2012) | É o princípio que assegura que nossas ações de hoje não limitarão a gama de opções econômicas, sociais e ambientais disponíveis para as futuras gerações. |
Relatório Brundtland (1987) | O desenvolvimento sustentável é aquele que atende às necessidades do presente, sem comprometer a capacidade de as futuras gerações atenderem às suas próprias necessidades. |
Sachs (2008) | O desenvolvimento sustentável obedece ao duplo imperativo ético da solidariedade com as gerações presentes e futuras, e exige a explicitação de critérios de sustentabilidade social e ambiental e de viabilidade econômica. |
Veiga (2010) | É entendida como um processo de legitimação desse novo valor. |
O Modelo das Seis Dimensões
Criado por Ian Larson nos anos 50, este modelo expande a visão da sustentabilidade para seis esferas interligadas: econômica, ambiental, social, cultural, política e espiritual. A dimensão espiritual refere-se à individualidade e ao papel das pessoas que operam as instituições, reforçando a ideia de um organismo vivo que necessita de equilíbrio para funcionar.
Triple Bottom Line (TBL)
Desenvolvido por John Elkington nos anos 90, o conceito do Triple Bottom Line (ou 3Ps) decodificou a sustentabilidade para o ambiente corporativo, estabelecendo que as empresas devem buscar o equilíbrio entre três pilares:
- Econômico (Profit/Lucro): Gerar lucro com transparência e retorno integrado ao desenvolvimento da sociedade.
- Ambiental (Planet/Planeta): Desenvolver atividades com o menor impacto ambiental possível, usando menos recursos naturais e apoiando-se em melhorias tecnológicas.
- Social (People/Pessoas): Priorizar o desenvolvimento interno (colaboradores) e externo (clientes, comunidade, etc.).
Marcos Históricos da Agenda de Sustentabilidade
A conscientização sobre a sustentabilidade foi construída ao longo de décadas, marcada por eventos científicos, políticos e midiáticos que moldaram a agenda global.
Ano | Evento/Marco Principal |
1799 | No Brasil, José Gregório de Moraes Navarro alerta para o esgotamento dos solos. |
1864 | George Perkins Marsh, em "Man and Nature", registra a degradação ambiental pela ação humana. |
1915 | Criação da Comissão Canadense de Conservação, defendendo que o capital natural deve ser mantido para as gerações futuras. |
1923 | Congresso Internacional para Proteção da Natureza em Paris. |
1948 | Conferência da Unesco cria a União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN). |
1962 | Rachel Carson publica "The Silent Spring" (Primavera Silenciosa), sobre os problemas causados por inseticidas. |
1972 | Conferência das Nações Unidas em Estocolmo. Ignacy Sachs apresenta o conceito de Ecodesenvolvimento. |
1976 | Partido Ecológico da Grã-Bretanha refere-se explicitamente ao conceito de sustentabilidade em seu manifesto. |
1977 | Criação dos "selos verdes" na Alemanha para produtos ecologicamente corretos. |
1980 | Surge a noção de Ecologia Profunda, que coloca o homem como componente do sistema ambiental. |
1983 | ONU cria a Comissão Mundial sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que propõe o paradigma de desenvolvimento sustentável. |
1984 | Acidente industrial de Vila Socó, em Cubatão (Brasil), amplia a conscientização sobre riscos ambientais. |
1987 | Relatório "Nosso Futuro Comum" (Comissão Brundtland) realça a importância da proteção ambiental para o desenvolvimento sustentável. |
1991 | Câmara de Comércio Internacional (CCI) aprova as Diretrizes Ambientais para a Indústria Mundial. Início do SAGE na ISO, que levaria à criação da norma ISO 14.000. |
1992 | Realização da ECO-92 no Rio de Janeiro, que consagra o conceito de desenvolvimento sustentável e elabora a Agenda 21. |
1997 | Protocolo de Quioto é negociado para reduzir a emissão de gases de efeito estufa. |
1999 | John Elkington concebe o Triple Bottom Line (TBL) para ajudar empresas a entrelaçar prosperidade econômica, justiça social e proteção ambiental. |
2002 | Conferência Rio+10 em Joanesburgo. |
2006 | Lançamento do documentário "Uma Verdade Inconveniente", de Al Gore. |
2007 | Conferência Internacional do Instituto Ethos em São Paulo. |
2009 | 15ª Conferência do Clima (COP 15) em Copenhague. |
A Relação Estratégica entre Comunicação e Sustentabilidade
A comunicação sustentável agrega valor à empresa, tornando-se um fator de reconhecimento perante seus públicos. Uma pesquisa realizada pelo CEBDS em 2008 com empresas associadas revelou dados importantes sobre essa relação:
- Integração Estratégica: 90% das empresas entrevistadas já incorporam a sustentabilidade à sua estratégia de negócio.
- Base Conceitual: 100% das empresas baseiam seu conceito de sustentabilidade no Triple Bottom Line.
- Direcionamento: O direcionamento da comunicação de sustentabilidade vem da Diretoria em 85% dos casos.
- Objetivo da Comunicação: Para 85%, o principal objetivo é compartilhar melhores práticas, enquanto 15% visam melhorar a reputação.
- Conteúdo Divulgado: O conteúdo mais divulgado é o ambiental (80%), seguido pelas variáveis social (20%) e econômica (20%).
- Áreas Responsáveis: A área de Comunicação Interna lidera a responsabilidade pela comunicação da sustentabilidade (50%), seguida por Marketing (20%).
As Três Dimensões da Comunicação da Sustentabilidade
A relação entre comunicação e sustentabilidade se desdobra em três dimensões interconectadas, que garantem a coerência entre o discurso e a prática da empresa.
- Comunicação DA Sustentabilidade (Informação):
- Abrangência: Comunica o que a empresa faz, como faz e por que faz em relação à sustentabilidade, buscando criar empatia com seus públicos.
- Ferramentas: Relatórios de sustentabilidade (como os do modelo GRI) são um exemplo chave, exigindo transparência sobre desempenhos positivos e negativos.
- Regra de Ouro: A AÇÃO VEM ANTES DA COMUNICAÇÃO. As iniciativas devem estar maduras e gerar resultados antes de serem divulgadas, para não prejudicar a reputação.
- Comunicação PARA A Sustentabilidade (Mudança):
- Abrangência: Visa dialogar, mobilizar e educar os diversos públicos, assumindo um papel de influenciadora na sua cadeia de valor.
- Foco: O foco se amplia da empresa para os interesses gerais, dividindo aprendizados, promovendo a educação sobre o tema e incluindo novos atores no debate.
- Estratégia: Utiliza mensagens positivas, exemplos motivadores e diversas linguagens e meios para estimular a transformação.
- Sustentabilidade DA Comunicação (Processo):
- Abrangência: Incorpora a sustentabilidade nos próprios processos e práticas de comunicação corporativa, aplicando o Triple Bottom Line à atividade de comunicar.
- Dicas Práticas:
- Ambiental: Reduzir impressões, usar ecofontes, otimizar rotas de entrega, escolher fornecedores com menor pegada ecológica.
- Social: Garantir acesso à informação para todos os níveis da empresa (inclusão digital), valorizar a diversidade nas equipes e abrir espaço para ideias de todos.
- Econômico: Otimizar o uso de recursos (tempo, transporte, materiais) para economizar e reduzir o impacto.
O Papel do Comunicador
O profissional de comunicação em empresas que buscam a sustentabilidade deve atuar como um agente de transformação, desenvolvendo um ciclo contínuo de ações:
- Monitorar: Estudar a influência na reputação e a performance da empresa nos temas de sustentabilidade.
- Reportar: Gerir conteúdos, coletando, editando e distribuindo informações de forma estruturada.
- Posicionar: Conceituar e traçar a estratégia de mensagens-chave.
- Engajar: Fomentar o relacionamento e catalisar o diálogo com os stakeholders.
- Transformar: Contribuir para a cultura de sustentabilidade dentro e fora da organização.
O comunicador deve também adotar uma postura ética e informada, buscando a diversidade, trabalhando com transparência e reduzindo sua própria pegada ecológica.
Estudos de Caso: Sustentabilidade e Inovação em Ação
Diversas empresas brasileiras demonstram como a sustentabilidade pode impulsionar a inovação e gerar valor.
Empresa | Iniciativa | Resultados e Impactos |
Ambev | Ambev Recicla (Garrafa PET 100% Reciclada): Lançamento da primeira garrafa PET do Brasil feita inteiramente de material reciclado. | • 700 milhões de garrafas recicladas e transformadas.<br>• Economia de 70% de energia e 20% de água na produção do PET reciclado em relação à resina virgem.<br>• 529 milhões de garrafas PET 100% recicladas no mercado. |
Braskem | Plástico Verde: Polietileno fabricado a partir do etanol de cana-de-açúcar, uma matéria-prima renovável. | • Produção de 200 mil toneladas/ano.<br>• Captura 2,15 toneladas de CO2 por tonelada produzida, resultando na remoção de 800 mil toneladas de CO2 da atmosfera (equivalente às emissões de 800 mil carros). |
Alcoa | Uso de Resíduos de Bauxita: Parcerias com universidades (UFSCar e Poli-USP) para usar o resíduo da produção de alumínio como matéria-prima na indústria de cimento. | • A adição de 3% a 5% em peso de bauxita na fabricação do clínquer (componente do cimento) representa um consumo importante do resíduo, sem alterar as propriedades do produto final. |
Votorantim Cimentos | Cimento Pozolânico: Desenvolvimento de um cimento que substitui 35% do clínquer (principal emissor de GEE do setor) por pozolana artificial, feita de argila. | • Redução de 50% nas emissões de CO2.<br>• Redução de 25% no consumo de energia elétrica.<br>• Redução de 40% no consumo de água.<br>• Incremento de 50% na produtividade. |
O Boticário | Ecodesign (Embalagem Lilly Essence): Redesenho da embalagem para minimizar o impacto ambiental ao longo do ciclo de vida do produto. | • Redução de 21% na quantidade de material utilizado na embalagem.<br>• Redução de 51% no impacto ambiental total, segundo a Avaliação do Ciclo de Vida (ACV). |
Natura | Ecodesign (Vidro Reciclado e Álcool Orgânico): Incorporação de vidro reciclado pós-consumo em embalagens de perfumes e uso exclusivo de álcool orgânico. | • Redução de 457 toneladas de CO2/ano com a incorporação de vidro reciclado.<br>• Adoção de 18 óleos essenciais da biodiversidade brasileira.<br>• Dobrou o uso de material reciclado pós-consumo na massa total das embalagens (de 1,2% para 2,6%). |
