sábado, 18 de julho de 2020

Confira o que ainda não te contaram sobre densidade de colchão



Dormir bem fortalece o sistema imunológico e nos deixa livre de doenças. No entanto, o local em que repousamos o corpo deve ser adequado a nossa estatura e biotipo. Caso contrário, a noite de sono pode virar um verdadeiro pesadelo. Nesse sentido, conhecer as densidades de colchão é essencial para adquirir um produto de qualidade.

Muita gente acredita que quanto maior a densidade, mais duro será o colchão. Saiba que essa informação não é verdadeira e, portanto, você não deve guiar a sua escolha por esse pensamento.

Quer entender melhor o que significa a densidade do colchão? Então, este artigo foi feito para você! A seguir, saiba tudo sobre o assunto e descubra porque é tão importante reparar nos códigos D28, D33 e por aí vai!

Afinal, o que é a densidade do colchão?
Estabelecida pelas normas ABNT e Inmetro, a densidade do colchão é um termo técnico que se refere a quantidade de matéria-prima utilizada por metro cúbico. Por exemplo, um colchão com densidade 33 (D33) precisou de 33 quilos de espuma por m³.

Mas porque eu preciso ficar atento a essa informação? Bom, quanto mais espuma utilizada na confecção do produto, maior será o peso que ele suportará. Assim, a densidade está estritamente ligada ao biotipo e a estatura do usuário.

Isso não quer dizer, porém, que um colchão D33 suporta apenas uma pessoa de 33 quilos. Lembre-se de que essa quantidade se refere apenas a um metro cúbico de espuma. A verdade é que um produto com essa densidade pode ser usado por um usuário com peso que varia de 71 a 120, dependendo de sua altura.

A altura é importante porque a densidade do colchão é calculada levando em consideração um indivíduo deitado. Assim, o peso é distribuído em diversos pontos. Por essa razão, uma pessoa que mede 1,60 e pesa 80 quilos necessita da mesma densidade — nesse caso, D33 — que um indivíduo com peso de 100 e mais de 1,90 de altura.

Se você ainda está perdido em meio as informações, não se preocupe! A seguir, você vai conhecer todas as densidades de colchão existentes e aprender a escolher a ideal.

Quais são os tipos de densidades de colchão?
Agora que você já entendeu como é feito o cálculo da densidade do colchão, chegou a hora de conhecer os tipos existentes. Há oito números que você deve ficar atento:

D18; D20; D23; D26; D28; D33; D40; D45.
Aqui, vale destacar que as espumas de uma mesma densidade não são todas iguais. Isso porque uma única fabricante pode utilizar tecnologias diferentes em diversos colchões D28, por exemplo. Portanto, é preciso ficar atento ao material utilizado.

Além disso, se você for comprar colchões de mola, saiba que as regras são um pouco diferentes. Nesses modelos, a quantidade de peso suportada é definida de acordo com os tipos de mola — ensacadas, LFK, TriPower etc. —,  como você verá mais adiante.

Como identificar a densidade adequada para mim?
Identificar a densidade adequada para você é tarefa fácil. Algumas lojas disponibilizam uma calculadora online, em que é possível descobrir o colchão ideal com base no peso e altura informados. Entretanto, há uma forma mais segura de fazer essa conta.

Trata-se da Tabela de Biotipo desenvolvida pelo Instituto Nacional de Estudos do Repouso (INER). Por meio dela, é possível identificar a densidade mais adequada para todas as pessoas — de recém-nascidos a adultos.

O interessante é que o INER possui um certificado de qualidade chamado Pró-Espuma. Isso quer dizer que os colchões que possuem esse selo — ele é costurado ao lado da etiqueta do fabricante — passaram por inúmeras fiscalizações e testes, da produção até o varejo. Dessa forma, você tem a certeza que está adquirindo um produto ideal.

A seguir, confira a tabela e identifique a densidade adequada para você:



D18 E D20
recém-nascidos de até 15 quilos.
D23
pessoas de até 50 quilos e até 1,70 de altura;pessoas de 51 a 60 quilos entre 1,71 e 1,80 de altura.
D26
pessoas 51 a 60 quilos de até 1,70 de altura;pessoas de 61 a 70 quilos entre 1,51 a 1,90 de altura.
D28
pessoas de 51 a 60 quilos de até 1,50 de altura;pessoas de 71 a 80 quilos entre 1,61 a 1,90 de altura;pessoas de 81 a 90 quilos acima de 1,90 de altura.
D33
pessoas de 71 a 80 quilos entre 1,51 a 1,60 de altura;pessoas de 81 a 90 quilos entre 1,61 a 1,80 de altura;pessoas de 91 a 100 quilos a partir de 1,81 e acima 1,90 de altura;pessoas de 101 a 120 quilos acima de 1,90 de altura.
D40
pessoas de 91 a 100 quilos entre 1,61 e 1,80 de altura;pessoas de 101 a 120 quilos entre 1,71 e 1,90 de altura;pessoas de 121 a 150 quilos acima de 1,90 de altura.
D45
pessoas de 101 a 120 quilos entre 1,61 e 1,70 de altura;pessoas de 121 a 150 quilos entre 1,71 e 1,90 de altura.
Você pode consultar a tabela completa aqui.

É importante que você nunca adquira um modelo com o número menor do que é necessário! Caso faça isso, você poderá comprometer a sua musculatura, provocando dores nas costas, no pescoço e muitos outros problemas de saúde.

Altura travesseiro
Colchões de casais
Nesse momento, você pode se perguntar: se eu divido o colchão com o meu marido/esposa, devo somar os nossos dois pesos? A resposta é não. No caso de duas pessoas que dormem juntas, a densidade deve ser escolhida levando em consideração o cônjuge que tem mais peso. Dessa forma, ambos ficarão confortáveis durante o sono.

Colchões de mola
Até agora você aprendeu a identificar a densidade correta para os colchões de espuma. Os fabricados com mola, por sua vez, possuem regrinhas um pouco diferentes. Aqui, o que vai definir o peso e a altura limite para o produto é o tipo de mola que foi usado na confecção. Veja:

molas bonnell: de 1 a 90 quilos;molas TriPower – o novo bonnell: de 1 a 90 quilos;molas ensacadas individualmente: de 1 a 90 quilos;superlastic: de 1 a 100 quilos;LFK: de 1 a 140 quilos;
Como vocês viram, uma mesma mola — como a bonnell e as ensacadas individualmente, por exemplo — pode suportar a mesma quantidade de peso. Cabe ao usuário, portanto, definir o modelo ideal de acordo com as suas necessidades.

O tipo ensacado individualmente, por exemplo, é mais recomendado para casais. Isso porque a forma como o colchão é fabricado não permite as molas encostem entre si. Dessa forma, a cama não “balança” quando um usuário muda de lado ou se mexe durante a noite — fator que garante a qualidade do sono de ambos os cônjuges.

Por isso, o ideal é pesquisar bastante as funcionalidades que cada tipo de colchão oferece antes de fechar uma compra. Além disso, é sempre recomendado prestar atenção na qualidade da espuma acima dos produtos de mola. Se possível, prefira os modelos com uma camada extra do material, já que eles tendem a ser mais confortáveis.

Colchões de espuma, molas e magnéticos: qual a diferença entre eles?
Agora que você já sabe como escolher a densidade ideal do seu colchão, chegou o momento de definir o modelo que você vai levar para casa. Nessa hora, é comum as pessoas ficarem com dúvidas sobre qual escolher: espuma, mola ou magnético.

Bom, em primeiro lugar, é preciso destacar que não há um produto melhor do que o outro. Ambos os tipos têm as suas vantagens e, dependendo do modelo, desvantagens também. Por isso, o colchão ideal é aquele que te proporciona uma noite tranquila.

Para te ajudar a fazer a escolha certa, contudo, separamos as particularidades dos três tipos de colchões mais procurados. Acompanhe e entenda a diferença entre eles!

Colchões de espuma
Como o próprio nome diz, os colchões de espuma são feitos com esta matéria-prima. Geralmente, eles são um pouco mais firmes se comparados com os de mola. Além disso, com ótimo custo-benefício, eles têm a durabilidade média de cinco anos.

Um problema bastante recorrente do modelo de espuma são os “buracos” que costumam aparecer em determinado ponto dos colchões após alguns anos de uso. Esse incômodo pode surgir se o usuário estiver usando uma densidade inadequada ou se o produto for de má qualidade.

Entretanto, vale destacar que a tecnologia para colchões está cada vez mais avançada. Atualmente, existem materiais que não deformam nunca. Também há aqueles que proporcionam conforto térmico durante a noite, evitam dores nas costas etc.

Por isso, se você quer adquirir um modelo de espuma, será preciso analisar quais são as suas necessidades pessoais e o que você espera de um colchão. Para te ajudar, separamos os principais tipos de espumas para você escolher o modelo adequado. Veja:

Viscoelástica 
Conhecido como “espuma de memória”, o viscoelástico foi desenvolvido pela Agência Espacial Norte Americana (NASA) para ser utilizado nos assentos dos astronautas. Hoje, o material está presente nos produtos das principais fabricantes do país e do mundo.

A tecnologia tem inúmeros benefícios, sendo que o principal deles é o seu efeito massageador. Durante a noite, ele ativa a circulação sanguínea, evitando formigamentos e adaptando-se às curvas do corpo. Dessa forma, o colchão proporciona um encaixe perfeito para a cabeça e para o pescoço, além de eliminar os pontos de tensão.

Outra vantagem do modelo é o seu “efeito memória”. Isso quer dizer que a espuma não deforma, o que evita os incômodos buracos que costumam aparecer em espumas comuns.

Hiper AMX
Assim como a espuma viscoelástica, a tecnologia Hiper AMX garante um colchão confortável, durável e de baixa deformação. Além disso, ela proporciona uma sensação de frescor aos usuários durante a noite, sendo uma ótima alternativa para quem sofre com o calor.

Espuma de gel
O gel é uma matéria-prima com alta sensibilidade à temperatura. Dessa forma, os colchões feitos do material reagem ao calor corporal, proporcionando uma sensação de frescor e adaptando-se às curvas do corpo — o que evita dores musculares e promove um relaxamento profundo.

Fibra de bambu
Além de sustentáveis, os colchões de fibras naturais possuem inúmeras vantagens. Nesse contexto, os modelos de espuma feitos com bambu merecem destaque.

Há inúmeros benefícios no produto, sendo que o principal deles é a sua capacidade de controlar a temperatura corporal, possibilitando um maior conforto à noite. Além disso, o tecido consegue absorver (sem reter) até quatro vezes mais umidade do que outros materiais. Dessa forma, ele evita que o usuário fique suado mesmo em dias quentes.

Vale destacar, ainda, que o modelo possui propriedades antialérgicas. Por isso, ele é extremamente indicado para pessoas que sofrem com problemas respiratórios.

Colchões de mola 
Existem algumas diferenças entre os colchões de mola e de espuma. Dependendo do modelo escolhido, os primeiros podem ser mais maleáveis e, em alguns casos, duráveis — já que alguns são bastante resistentes a deformações.

Tudo vai depender, porém, da quantidade de molas usadas no produto. A regra é: quanto maior o número de molas, melhor. Além disso, conhecer o sistema de molejo empregado é fundamental para saber o quanto o colchão é confortável e resistente.

Como vocês devem imaginar, os colchões de mola vem com uma camada de espuma por cima. Por isso, o ideal é aliar as tecnologias que atendam às suas necessidades pessoais (conforto térmico, alívio de dores etc.) em um só produto.

Para te ajudar a escolher o modelo certo, separamos os principais tipos de molas e sistemas de molejo existentes no mercado. Acompanhe:

Bonnell
Considerado um dos tipos mais comuns, o colchão de bonnell é feito com molas de aço entrelaçadas e cobertas por uma fina camada de espuma. Durável, o modelo aguenta até 90 quilos.

Um ponto negativo do produto é que as molas não são ensacadas individualmente. Isso quer dizer que quando um usuário se mexe, o outro balança — no caso de casais. Além disso, os modelos mais antigos costumam fazer bastante barulho. Atualmente, entretanto, existem os que são confeccionados com aço de carbono e são silenciosos.

Tecnologia TriPower – o novo bonnell
As molas TriPower são fabricadas com um aço especial com alto teor de carbono. Essa tecnologia é uma evolução do molejo bonnell desenvolvida exclusivamente por nós da Americanflex. Essa nova tecnologia, além de oferecer mais conforto aos usuários, garante mais durabilidade ao colchão.

Além disso, o modelo também é produzido com uma grande quantidade de molas por metro quadrado, o que proporciona autonomia aos movimentos de quem está dormindo.

Molas ensacadas individualmente 
Indicadas para casais, as molas ensacadas individualmente não têm contato entre si. Assim, elas não esbarram umas nas outras quando alguém se movimenta, o que faz com que a cama não balance quando um usuário se mexe ou muda de lado.

Além disso, a tecnologia permite uma perfeita adaptação às curvas do corpo das pessoas, evitando dores musculares e desconfortos durante o sono. Tudo isso faz com que o casal durma melhor e, consequentemente, tenha uma qualidade de vida mais elevada e uma relação muito mais saudável.

Molas superelastic
Com grande quantidade de molas por metro quadrado, o modelo superelastic é bastante confortável. Além disso, ele também adapta-se perfeitamente ao corpo dos usuários, evitando os desconfortos que podem comprometer a qualidade do sono.

Esse tipo de molejo apresenta características mais duráveis e resistentes, podendo suportar pessoas que pesam até 110 quilos.

Sistema de molejo LFK
Considerado 74% mais firme e estável do que o bonnell, o sistema de molejo LFK possibilita maior conforto aos usuários. Com efeito independente, o produto aguenta pessoas de até 140 quilos e oferece uma excelente distribuição de peso.

Colchões magnéticos
Até agora você, provavelmente, já conhecia algumas informações sobre os colchões de espuma e de mola, certo? E os magnéticos, você já ouviu falar sobre eles?
Bom, trata-se de produtos que recebem aplicações especiais — geralmente ímãs e pastilhas — com o objetivo de criar um campo magnético dentro da cama. Esses ímãs ficam fixados nas cavidades da espuma, criando um alto relevo que massageia o corpo e proporciona a sensação de relaxamento durante a noite.

Muitas pessoas recorrem aos colchões magnéticos devido a suas propriedades especias. A seguir, conheça alguns dos benefícios mais conhecidos do produto:

alivia dores musculares, principalmente na região lombar;previne varizes a cãibras;ajuda a controlar a pressão arterial;auxilia no processo de desintoxicação do organismo.
Além disso, alguns modelos têm a chamada “pastilha do sol”, que emite ondas eletromagnéticas similares aos raios infravermelhos lançados pelo sol. Esse recurso promete ativar diversas células do corpo, melhorando a circulação do sangue, reduzindo os níveis de ácido lático no organismo, combatendo a insônia, eliminando toxinas, entre outros benefícios.

No entanto, é preciso ficar atento. Assim como os modelos de mola e de espuma, os colchões magnéticos precisam ser certificados pelo Inmetro. Por isso, desconfie quando algum vendedor te falar que o produto não precisa passar por testes laboratoriais.

Os modelos magnéticos entram em uma categoria específica do órgão fiscalizador, chamada de “colchões mistos”. Assim, fique ligado e confira o selo de certificação.

É importante destacar, ainda, que é possível encontrar uma infinidade de modelos de colchões — viscoelásticos, com mola etc. — com propriedades magnéticas. Dessa forma, você pode aliar os benefícios de diferentes tecnologias.

Como aumentar a vida útil do meu colchão?
O primeiro passo para garantir um colchão com longa vida útil é escolher a densidade adequada para você. Por isso, não se esqueça de conferir a Tabela de Biotipo do INER.

Além disso, é preciso adquirir um modelo de qualidade que atenda às suas necessidades pessoais. Feito isso, basta tomar alguns cuidados. Veja os principais:

Não exponha o seu colchão ao sol
Muita gente acredita que é recomendado colocar, de tempos em tempos, o colchão no sol. No entanto, o hábito só prejudica o material, que tem a sua durabilidade comprometida.

Isso ocorre porque, quando dormimos, as células da espuma são contraídas e voltam ao normal assim que levantamos. O problema é que o sol resseca as células, fazendo com que o produto perca a sua capacidade de retornar a posição original.

Evite derramar líquidos na superfície 
Alguns líquidos — como a urina de um cachorro, por exemplo — podem corroer as molas internas do colchão. Por isso, evite ao máximo comer e beber em cima da cama e só deixe o seu pet subir no local se tiver certeza que ele sabe onde deve fazer xixi.

No caso de acidentes, passe um pano úmido com um sabonete neutro somente na superfície que foi atingida. No dia a dia, evite lavar o colchão e prefira higienizá-lo somente com aspirador de pó.

Troque suas roupas de cama com frequência 
O excesso de umidade de lençóis e travesseiros tornam o colchão um ambiente perfeito para a proliferação de bactérias, diminuindo a sua vida útil. Por isso, o ideal é trocar as roupas de cama ao menos uma vez na semana, além de manter o quarto sempre ventilado.

Mude o colchão de lugar 
Se o seu produto não possuir o chamado “efeito memória”, é interessante mudá-lo de lugar periodicamente. O ideal é alternar as rotações mensalmente. Assim, em um mês você deve dar um giro de 180 graus — de forma que a sua cabeça fique no lugar onde você encostava o pé —  e, no outro, você pode apenas trocar o lado do colchão.

Outras dicas:
fique de olho na data limite para trocar o seu colchão (geralmente 5 anos). Se possível, anote essa informação em algum lugar para não se esquecer;compre uma cama que fique, no mínimo, a 30 centímetros do chão. Dessa forma, você garante uma ventilação adequada ao produto;confira a largura e a altura do colchão antes de comprá-lo.
Como vocês viram, escolher a densidade adequada — assim como o modelo do colchão — é essencial para garantir noites de sono tranquilas e agradáveis. Além disso, é importante cuidar bem do seu produto a fim de assegurar uma excelente durabilidade.

Portanto, se você acorda cansado, com dores ou indisposto está na hora de rever o local onde você dorme. É bem provável que a causa dos problemas esteja mais perto do que imagina.

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